Brasil supera 1 milhão de veículos eletrificados nas ruas
Eletrificados chegaram a 19,8% dos emplacamentos em setembro; o primeiro meio milhão levou 13 anos, o segundo saiu em 14 meses.
O mercado brasileiro de veículos leves eletrificados passou da marca de 1 milhão de unidades vendidas em setembro, segundo dados da ABVE Data, série histórica da Associação Brasileira do Veículo Elétrico que acompanha o segmento desde janeiro de 2012. Com os 53.126 emplacamentos do mês, o acumulado chegou a 1.003.310 veículos.
A comparação entre os dois primeiros meios milhões mostra a mudança de velocidade. O primeiro levou 13 anos e sete meses, até julho de 2025. O segundo saiu em 14 meses. Em 12 anos, de 2012 a 2023, tinham sido vendidos 220.431 veículos eletrificados leves.
Quase 20% do mercado em setembro
A participação dos eletrificados nos emplacamentos de veículos leves ficou em 19,8% em setembro, contra 9,2% no mesmo mês de 2025. Em agosto deste ano o índice havia sido de 21,8%. Na prática, de cada 100 veículos leves vendidos no país em setembro, quase 20 eram eletrificados.
Os veículos plug-in, que incluem elétricos puros e híbridos plug-in, somaram 42.448 unidades, ou 79,9% das vendas do segmento, com alta de 159,4% sobre setembro do ano passado. Os 100% elétricos (BEV) foram 22.246 emplacamentos, com 41,9% de participação e crescimento de 172,3% em doze meses, ainda que o volume tenha caído 18,1% frente ao recorde de agosto.
O que explica o ritmo
O avanço combina três fatores visíveis nos números: a queda de preço relativo dos modelos elétricos, a ampliação da oferta de híbridos plug-in por montadoras que já produzem no país e a expansão da rede de recarga, ainda concentrada em capitais e rodovias. Os micro-híbridos (MHEV), que a ABVE não classifica como eletrificados por não terem tração elétrica autônoma, venderam 8.869 unidades em setembro; somados, chegam a 61.995 veículos, ou 23,1% do mercado de leves.
O que isso significa para o bolso
Para quem compra, a eletrificação deixa de ser nicho e passa a aparecer nas faixas de entrada: mais modelos híbridos em faixas intermediárias e pressão de preço entre elétricos. Para quem depende do mercado de usados, a conta é outra — a base ainda é pequena frente à frota total, e o valor de revenda dos modelos eletrificados mais antigos continua sendo a dúvida que define o ritmo dos próximos 14 meses.
Fonte: Jornal O Sul / ABVE Data
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